De 6 a 11 de maio deste ano aconteceram as gravações do filme “Espelho Hexagonal” –  roteiro dos amigos Maurício Canterle e Thiago Brasil – nas cidades de Santa Maria e Tupaciretã (RS). O filme foi um dos cinco selecionados pelo 12º Prêmio IECINE, financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura do RS em 2014 (vale salientar que o projeto obteve nota máxima, publicado no diário oficial, no dia 29 de agosto de 2013).

Nota do autor: ESTE é um relato “pessoal, informal, subjetivo e emotivo” MAS também carrega referências de notícias publicadas nos meios de comunicação antes e durante os dias de rodagem (dá pra ter uma versão atualizada dessa lista clicando aqui). O roteiro do filme foi baseado no poema “Espelho Hexagonal”, escrito pelo Thiago e com mesmo nome da música do Rodrigo Nassif, que assina a trilha sonora do filme junto com Leandro Schirmer. O poema foi publicado no jornal A Razão, edição do dia 5 de maio.

A história do curta têm uma relação forte com a equipe envolvida na produção do filme, formada por amigos que passaram de alguma forma pela cidade. Isto a Luísa Copetti comentou na entrevista dada ao Jornal do Almoço, da RBS TV. O Maurício Canterle, o Rafa Sieg e o Maurício Schneider também deram seus relatos no programa (clique aqui para assistir à entrevista).

Participei das gravações fazendo projeções em algumas cenas do filme. Quando, por exemplo, Caio está em processo de análise psiquiátrica e remonta lembranças de infância, estas imagens são projetadas sobre o personagem, contendo memórias reais da equipe envolvida no curta, super-8 históricas de família, etc.

Os objetos de cena são brinquedos, quadros, fotografias, álbuns de figurinhas da equipe. Isto tudo contribuiu à história contada pelo filme. De algum modo, entendemos todo esse processo como uma “grande terapia de grupo” para os que participaram do processo. O Thiago Brasil, comentou sobre isso em uma entrevista concedida ao Jornal da UFSM (foi ao ar no dia 7 de julho). O vídeo (do programa inteiro) vai abaixo (a parte sobre o curta começa nos 12 minutos do vídeo, clicando aqui, salta direto para este trecho):

Também foi publicada uma reportagem na em um Jornal de Jari (não consta o nome do jornal, se alguém souber, por favor me avisa?) no Jornal “A Voz do Jari” de Tupã na edição de 9 e 10 de maio. Highlights para as transcrições ipsis litteris da entrevista gravada em áudio. Abaixo, uma foto da página no jornal mais detalhes da reportagem para facilitar a leitura. (e viva a “região 55” !!!)

As gravações movimentaram a cidade, seja pelas mudanças no trânsito em alguns horários ou chamando a atenção pelas cenas aéreas da cidade, que foram realizadas com um Drone (hexacóptero) da Finish Produtora de Santa Maria. Rolaram cenas muito bonitas do interior de SM, do Corcel vermelho no viaduto da Garganta do Diabo, da concha acústica de Santa Maria, de um frigorífico de Tupanciretã e outras.

Dentre os trancamentos de ruas da cidade, um momento especial foi o engarrafamento produzido no viaduto Evandro Behr na manhã de domingo (dia 11), com vários carros da AVASM (Associação de Veículos Antigos de Santa Maria) e com participação de familiares da equipe. Meus pais participaram, os pais do Maurício, da Luísa, do Thiago além de muitos outros também.

Um mês antes do começo das gravações houve uma cerimônia no salão de eventos da sede da prefeitura de SM, no dia 9 de abril, apresentando os filmes contemplados pelo prêmio IECINE (mais info no site da TV OVO, aqui). O Press Kit do EH vai abaixo:

Concluindo, ESTA foi uma experiência muito importante para o audiovisual de Santa Maria, especialmente aos que estiveram envolvidos nisto com mais proximidade. O “Espelho Hexagonal” compôs um mosaico de pessoas de diferentes gerações que vêm trabalhando com audiovisual na cidade, que têm tradição cineclubista.

(outra nota do “autor-terminal”):

Pessoalmente, me deu muito orgulho de participar do projeto e de notar a evolução de todos ao longo dos anos. Conheço o Rafa (Sieg) e o Maurício (Schneider) lá do início dos anos 2000 e foi um prazer revê-los atuando no filme. O mesmo juntou os amigos cineclubistas Paulo Teixeira e Marquinhos Borba, com os quais eu tive minhas primeiras experiências com audiovisual na época do Cineclube Porão da TV-OVO (2001 – 2002).O filme também contou com a atuação do Luis Carlos Grassi, que tem um envolvimento com audiovisual desde os anos setenta na cidade – algumas das imagens projetadas durante a atuação dos atores foram telecinagens de filmagens em super-8 do Grassi durante a Feira do Livro de Santa Maria.

Além disso, o filme teve a direção de produção e direção de arte da Luísa Copetti, assistência de câmara do Amarello Rodrigues e Denis Carrion e making of do Pedro Krum: essa turma trocou os primeiros passos lá em 2009 quando produzimos a cobertura colaborativa do Macondo Circus e do oitavo Cesma in Blues. A equipe de elétrica foi da Finish, com o hermanos Rafa e Evandro Rigon, também envolvidos com a Tv-Ovo (clique aqui para posts desse blog relacionados à tv). A trilha sonora foi feita pelo Leandro Schirmer e pelo Rodrigo Nassif: uma das cenas foi rodada em sincronia dos atores, com a trilha executada no violão pelo Nassif com as projeções. Deu pra sentir que “algo estava acontecendo” naquele momento.

Não menos importante, foi a participação de toda uma equipe que foi recrutada especificamente para o filme, que ao longo do processo pôde se conhecer melhor e criar novos laços de amizade: o que poderá acontecer nos próximos 10 anos?

Para finalizar, o acontecimento do filme sela laços de amizade com os amigos de Tupanciretã: o roteiro é baseado em um poema do Thiagão (Brasil), irmão do Bógus e do Thagner E filhos da Neiva e do Santigão – junto com eles, uma longa série de amizades vem em comboio, o que torna difícil uma listagem completa nesse relato (sintam-se muito bem representados pelos “Brasís”).

Fica registrado um cumprimento especial ao Maurício Canterle que, junto com o Thiagão, transformou o poema em roteiro, escreveu e acreditou nesse projeto. Teve o cuidado de envolver as pessoas chave, encontrou espaço para cada um contribuir da melhor forma possível, incluindo a possibilidade da participação de nossas famílias em uma das cenas do filme. Seguramente este projeto foi divisor de águas na história do audiovisual de Santa Maria.

Sigamos pescando em águas profundas: é lá onde encontraremos as melhores histórias !

 

 

** a maior parte das fotos desta postagem são de autoria de Pedro Krum, outras são minhas.